COMTE E A FILOSOFIA POSITIVA

conscienciaIniciaremos uma série de artigos semanais relacionados à diversos temas ligados ao desenvolvimento da humanidade do ponto de vista social e filosófico, o primeiro de muitos artigos é um breve ensaio sobre August Comte e sua filosofia positivista, que marcou de forma profunda os pilares da nossa sociedade, impregnada também na constituição da republica brasileira. Desejo uma boa leitura à todos.

Segundo Comte no seu livro Cours de phlosophie positive aspectos importantes da filosofia positivista estão expressos claramente (“…no sistema da sociabilidade moderna, a indispensável concentração das riquezas entre os líderes industriais, a filosofia positiva mostrará que para os interesses populares pouco importa em que mãos habitualmente se encontram os capitais…”), norteando aspectos pertinentes ao convívio em sociedade (“…esta condição essencial, pela sua natureza, depende muito mais dos meios morais do que de medidas políticas…”) desprezando a transformação através das massas e considerando-as não incorporadas de fato ao sistema social, e ainda segundo o autor não poderiam recusar o princípio inculcado em todos pela educação fundamental comum, como foi demonstrado pelo catolicismo na época da sua predominância.

Ainda segundo Comte as massas proletárias não vinham sendo verdadeiramente incorporadas ao sistema social, o pensamento positivista vinha atendendo aos seus interesses básicos não retirando das mãos da classe dominante o poder sobre o capital e consequentemente o poder de decisão. Um fator determinante que nos leva a esse pensamento é que o positivismo tem como característica a inclusão das massas, suprimindo porem a condição de acesso ao capital e ascensão social segundo as leis morais da harmonia universal.

Em contraponto ao pensamento positivista de Comte, para Karl Marx não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas pelo contrário, o seu ser social é que determina a sua consciência. O “ser social” do homem está ligado a sua existência, aos modos de produção a que está submetido e são os modos pelos quais os homens produzem os bens materiais necessários à vida humana. Logo o ser social para Marx, em sua filosofia é um subproduto da sociedade a qual está inserido, portanto tem este direito ao capital, assim como a classe dominante citada por Comte e essencial à sua filosofia.

O inicio da constituição do capitalismo no séc. XIV, onde o escravo se torna servo e consequentemente assalariado é o grande avanço visualizado pela teoria positivista, no entanto a filosofia marxista a enxerga também como um avanço, porém muito longe do que pode ser chamado de liberdade.

 

Arthur Sinnhofer

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Publicado em 7 de março de 2013, em Artigos e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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